Ordem do
Cruzeiro do Sul
Atenção: esta é uma obra
de ficção.
Em 1600, o Imperador D.
Sebastião decidiu criar a Ordem do Cruzeiro do Sul para os nativos do Brasil que
se sentissem atraídos por uma vida de dedicação à causa imperial e ecumênica,
uma vez que as Ordens de Cristo, Avis e Santiago ainda eram constituídas
principalmente de nobres portugueses e seus padrões tradicionais e europeus de
mentalidade e organização dificultavam a participação dos nativos.
A Ordem do Cruzeiro do Sul
foi também a primeira a admitir ex-escravos e africanos em suas fileiras e
desempenhou o papel principal no desembarque das forças luso-brasileiras na Península
Ibérica, durante a reconquista de 1670.
Tornou-s, nas décadas
seguintes, quase tão poderosa e independente quanto a Ordem dos Templários.
Como ela, inclui forças terrestres (principalmente especialistas em combate na
selva e na savana) e navais. Sua principal força militar, porém, é o corpo de
fuzileiros navais.
Além disso, também mantém
atividades agroindustriais, financeiras, educacionais e científicas. Estas
estão voltadas principalmente para a biologia tropical e experiências
agronômicas – por exemplo, cultivo de plantas nativas da selva e criação de
animais tropicais, como avestruzes, zebras e antas. Rivaliza com os Templários
no serviço de inteligência (embora muitas vezes trabalhem em parceria com
eles), e mantêm uma divisão de geografia e antropologia, que lidera a
exploração das áreas tropicais ainda mal conhecidas do globo (Congo, Amazônia e
ilhas malaias) e conduz os primeiros contatos com povos tribais isolados.
Em 1780, a Ordem do
Cruzeiro do Sul é a mais numerosa das que servem o Império Luso-Brasileiro:
conta com 50 mil cavaleiros combatentes – incluindo 30 mil fuzileiros – e 60
mil em funções de apoio, além de abrigar 300 mil dependentes e auxiliares
não-professos. Além de várias fortalezas, opera uma força naval equivalente à
dos Templários e recebe subsídios para se encarregar da defesa do canal do
Panamá. A maior parte de suas bases está no Brasil, na África e no arquipélago
malaio.
Os cavaleiros do Cruzeiro
do Sul são particularmente famosos por sua habilidade em artes marciais – capoeira,
maculelê e esgrima fazem parte do treinamento básico
– mas também são bons estrategistas e muito competentes no uso das armas
modernas. Como os Templários, são
respeitados pela dedicação a seus princípios. Sua cultura é bastante ampla, mas
ao contrário dos Templários, enfatiza menos o conhecimento das civilizações
clássicas e mais o das culturas nativas, africanas e asiáticas.